Casa das Onze Janelas - Mais uma vez!

Se tem um espaço em Belém que é contra as práticas saudáveis, esse espaço é a Casa das Onze Janelas. Será que é pelo fato do local de ser frequentado pela “nata” da sociedade que subistituiu suas bicicletas por carrões e seus caiaques por lanchas?

Acho que o Secretário de Cultura ou quem quer que seja responsável por aquele lugar deveria abrir os olhos para a tendência mundial em se tratando de meios de transporte alternativos. Pra começar, eu informo aos leitores, que o lugar não possui nenhum bicicletário e vai mais além disso.

Em julho desse ano, um amigo caiaquista, me reclamou que havia tentado subir com seu caiaque na rampa da Casa das Onze Janelas e que tinha sido impedido. Publiquei em meu blog, mandei para um jornal, enfim, fizemos um alvoroço. Mas não resultou em nada.

Ontem (03/11) eu e mais dois amigos estavamos pedalando pela cidade, curtindo uma noite agradável com um clima bem ameno e resolvemos fazer um passeio turistico pela cidade. A nossa intenção era visitar alguns pontos bonitos e publicos da capital.

O primeiro ponto foi passar em frente ao Hangar, seguimos pela “nova” ciclivia da Marquês de Herval e chegamos ao Hangar, voltamos pela Duque (a avenida ecologicamente correta onde pintamos ciclofaixas virtuais) e chegamos na Doca, seguimos para o Ver-o-Peso, pedalamos por dentro da feira, beirando o rio, seguimos pela feira do açaí e subimos na rua entre o Forte do Castelo e o Museu de Arte Sacra, chegamos ao Complexo Feliz Luzitânia. Já sabia que lá, se quisessemos visitar o trapiche da Casa das Onze Janelas teriamos que descer da bike e empurra-la, nada mais justo, afinal é um lugar destinado a pedestres, mas pela lei de trânsito, os ciclistas empurrando a sua bike se equivalem a pedestres.

Descemos da bike e empurramos em direção ao trapiche, nesse momento, um guarda nos informa que não poderiamos seguir a partir dali, que teriamos que deixar nossa bicicleta lá na calçada da rua para poder seguir a pé. Tentei argumentar com ele, expliquei para ele as leis e ele soltou uma peróla:

- Você conhece as leis - Perguntei pra ele.
- Não sou eu que faço as leis… respondeu ele.
- Você não é um cidadão? Deveria conhecer as leis. - Respondi.

Ao final de muitas tentativas, resolvemos sair de lá, já que aquele realmente é um espaço publico proibido para o publico.

Como será o Fórum Social Mundial que vai acontecer em Belém em janeiro de 2009? Será que os turistas que quiserem fazer um ciclopasseio pela cidade terão condições? Onde será que eles vão estacionar suas magrelas? É amigos… ainda temos muito o que evoluir… infelizmente essa é a realidade.

Belém, Bike, Ciclismo, Educação


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2 respostas

  1. [...] post foi copiado de: Casa das Onze Janelas - Mais uma vez! no blog do Dia Mundial Sem [...]

  2. Milena Claudino  •  maio 27, 2009 @5:17 pm

    Concordo e muito com o texto, mas venho tentar justificar, (em parte…) o fato do local não possuir um estacionamento apropriado para bicicletas: no projeto de restauração e revitalização deste centro historico não foi pensado novas formas de acessibilidade para as obras, pelo menos na parte externa, ja que dentro da “Casda das Onze Janelas” exite o projeto de acessibilidade, ja realizado e operando atualmente, com rampas pra portadores de necessidades de locomoção, elevadores, cadeiras de roda e banheiros adaptados… tentando tambem se adequar as regras para tombamento de predios historicos se ndo então suas possives adaptações algo a ser estudado com rigidez. Ficou faltando mesmo o espaço para bicicletas, mas o local é de uso dos pedestres, como vc mesmo citou… errado esta o guarda por conta da abordagem talvez um tanto desastroza… mas os professionais dali não passam por um treinamento devidamente adequado… cumprindo apenas com suas funções de guardas patrimoniais… Ja o espaço… bem este não pertence ou é frequentado pela “nata” da sociedade… talvez esteja confundindo comm o restaurante que funciona numa das dependencias do edificio historico, pois a maior parte do imovel abriga um museu destinado ao avacervo de arte brasileira que vai do periodo modernista (secXX) ate a produção de arte contemporanea, e sendo um museu, é um espaço publico e democratico. Apoio, e muito, o uso de bicilcetas pelas grandes metrololes mundiais principalmente quando se trata de questoes ambientais, sustentabilidade e formas alternativas de mobilidades… entre tantos aoutros assuntos… tentativas como a sua em fazer a situação m,elhorar são importantes pois vc ao disponibilizar o evento que lhe ocorreu, numa ferramenta de comunicção tao abrangente com a internet, ja esta contribuindo para o levantamente de um debate, pois foi assim que resolvi postar meu e-mail, e deixar aqui um registro… Parabens pela iniciativa e acima de tudo tentativa de tornar esta cidade um espaço onde seja possivel a vida em sociaddade! Abraços!
    Milena Claudino

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