Ativistas espalharam placas na região da Avenida Paulista.
Grupo quer garantir cumprimento de artigo do código de trânsito.
Do G1, em São Paulo

Foto: Ardilhes Moreira/G1
A décima placa da iniciativa foi instalada na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. Grupo afirmou ter sinalizado toda a Rua Bela Cintra, também na região, com o símbolo que mostra distância que carros devem manter das bicicletas (Foto: Ardilhes Moreira/G1)
Na Praça dos Ciclistas, em plena Avenida Paulista, os defensores da bicicleta instalaram a décima placa de uma campanha informal para garantir, com segurança, o uso do meio de transporte em São Paulo. O grupo, que também organiza a Bicicletada, busca advertir os motoristas para a obrigação de ser mantida a distância de 1,5 metro durante a ultrapassagem de um ciclista, conforme determina o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
“A gente sabe que a maioria dos motoristas, ou melhor, praticamente todos, não sabem dessa lei. Os únicos motoristas que já vi conhecer a lei são justamente os que também pedalam”, afirma André Pasquallini, um dos cicloativistas que participa da iniciativa. As placas são feitas com material reciclável que o grupo recolhe de caçambas de entulho.
Elas podem ser consideradas como a segunda etapa da sinalização informal que os ciclistas criaram para a capital paulista. Os primeiros foram os símbolos pintados no asfalto para demarcar uma via que também pode ser usada por bicicletas. Eles dizem já ter sinalizado 70 km de ciclofaixas na cidade. “É uma ação lúdica”, comenta o ciclista, que lembra que as viagens feitas com bicicletas dobraram nos últimos dez anos de acordo com a pesquisa Origem e Destino do Metrô.
Procurada pelo G1 na tarde de quarta-feira (24), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não informou se há alguma iniciativa do órgão para coibir a colocação das placas ou realizar uma sinalização oficial com base no artigo do código defendido pelos ciclistas.
O último levantamento divulgado pela Prefeitura, referente ao ano de 2006, aponta que 84 ciclistas morreram em acidentes na cidade. Para protestar, os cicloativistas penduraram “bicicletas fantasmas” em ruas da cidade. Atualmente, 300 mil viagens por dia são feitas com esse meio de transporte na capital paulista.
Que tal programarmos uma bicicletada para fazermos isso na Duque?? Alguém se habilita?
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